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sábado, 22 de setembro de 2012

Bem-vinda Primavera

 Chegou a primavera!!!
Adoro esse tempo de cheiros, de cores, de canto de pássaro, de temperaturas amenas de um quase verão.
Primavera que inspira, que alegra, que colore, que convida à felicidade! 
Salve primavera!!!
 

 *A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la.
Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera".
Cecília Meireles
                                                   ***
*Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar....
Florbela Espanca 
***
 *As estações do ano tem um significado muito especial para mim. Mas desde que pude compartilhar minha vida contigo, a Terra parou e agora só é primavera.
Marcos Chavarelli 
***
 *Primavera, até a cadeira olha pela janela.
Alice Ruiz  
***
 Frases daqui
Desejo Feliz Primavera a todos os seres do universo!!!


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Visitando meu blog!

Olá pessoas queridas!  por acaso estou visitando meu BLOG hoje...
só pra me desculpar! tenho tido muitos afazeres nos últimos tempos, acrescenta-se aí o FACEBOOK, mas não é por isso não, acho que pra tudo há um tempo, então hoje estou aqui e agradeço antecipadamente a você se vier me visitar hoje, amanhã ou qualquer dia...
Tenho feito o que já fazia e com mais intensidade, estou muito feliz com tudo que tenho vivido, tenho me preocupado e me ocupado mais comigo, investido mais em mim, no corpo e espírito!
Espero também, que amigos  que já nos conhecíamos e aos que ainda seremos, que  estejam bem, que estejam felizes, que se sintam protegidos e amados por Deus nosso pai.
Abraço carinhoso a todos!   


para quem NUNCA me viu hehehe!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Procurando no Lugar Certo


"O homem de plena sensibilidade respeita o meio ambiente, não porque aprendeu que isso é o certo, ético ou por que a lei manda, ou por querer ser “direitinho” com a sociedade. Ele respeita as sensibilidades em volta, por que se identifica com elas. Ele respeita a vida porque pode tolerá-la em si, porque pode desfrutá-la plenamente".
Procurando no Lugar Certo - Pedro Tornaghi

Bom dia lindo e pleno em tudo o que fizeres, em tudo  o que viveres!!!


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Batata quente

-Quantas horas você fica na web? 

 

-Quantas horas você convive com as pessoas que fazem parte da sua vida, seja no trabalho, seja na família?

 

 

Refletindo sobre a globosfera, é como se estivéssemos todos juntos num só lugar e simultaneamente pudéssemos conversar e conviver um com o outro, o que na verdade é isso, só que virtual. Sem compromissos, sem obrigações, apenas troca de informações.

 

 

Acho isso maravilhoso, mas excessivamente triste (se e porque), na verdade, estamos sós, e juntos ao mesmo tempo. Estamos juntos porque dividimos alegrias, tristezas, conhecimento; estamos sós porque o que nos separa é o mesmo que nos une: os fios! E qdo desligamos aí sim, é o que vivemos de fato, o real, vivido  com quem  e onde estejamos.

Isso é bom?  depende,  conforme for tua vida. Se gostas, estás onde e com quem gostarias de estar,  e se não?  como é que fica então? Somos amáveis, cordiais, solidários, atenciosos com quem está longe, verdadeiramente na maioria das vezes, e não conseguimos ser no real, fora do virtual? Ah tá, nem todos são assim! É  como dizem, existe vida sim, fora do facebook, mas se não existir o que podemos ou deveríamos fazer? Acredito que primeiro temos que ser o melhor que podemos ser em nosso “habitat natural” e depois fora dele, porque quem tá perto a princípio, é quem divide esse mesmo habitat com você!!!



Coloquei o video para observarmos, caso você ainda não conheça, como pode ser uma etapa de um relacionamento iniciando no virtual. 

E você, conta aí como vive nesse mundo mais-que-perfeito?!

Batata quente: brincadeira infantil
Obs: o título batata quente se refere ao tempo na internet, numa alusão de que pode ser um problema se não soubermos administrar o tempo a ela dispensado.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O último andar


No último andar é mais bonito:
do último andar se vê o mar.
É lá que eu quero morar.
O último andar é muito longe:
custa-se muito a chegar.
Mas é lá que eu quero morar.
Todo o céu fica a noite inteira
sobre o último andar
É lá que eu quero morar.
Quando faz lua no terraço
fica todo o luar.
É lá que eu quero morar.
Os passarinhos lá se escondem
para ninguém os maltratar:
no último andar.
De lá se avista o mundo inteiro:
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:
no último andar.

Ou isto ou aquilo - Cecília Meireles.


Morei quase vinte anos em apartamento e  às vezes, sentia medo por estar longe do chão! A vista era linda! 
Amo a serra do mar, paisagem que trago na lembrança da minha cidade natal e acostumei minha vista a olhar para esse quadro natural todos os dias. O aeroporto fica próximo e  via aviões subirem e aterrissarem, ainda usava um binóculo para vê-los mais de perto. 
Agora morando em casa já há alguns anos aproveito a caminhada para ganhar altura, encontrar a melhor vista e fotografar. Tenho muitas fotos do tempo do apartamento e quem via me dizia para que gastar filme com essas imagens. Para mim elas me revigoram, me enchem de energia ao ver a grandeza  da natureza e as feitas pelo homem.
 
Assim como na poesia de Cecília Meireles que diz "...de lá se avista o mundo inteiro tudo parece perto, no ar, é lá que eu quero morar: no último andar", bem disse também o personagem de Richard Gere, no filme "Uma linda mulher" que adorava a cobertura, mas tinha medo de altura, o  melhor é galgar morros e serras e montanhas para estar no último andar!  


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Lua adversa

Como as fases da lua todos temos também, fases!
Ver, sentir, observar e o deleitar-se com o bom que vemos e vivemos!


Lua Adversa  
Tenho fases, como a lua,
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...).
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles, in 'Vaga Música'

 

sábado, 21 de janeiro de 2012

A Impermanência

...Ainda é cedo, passa um pouco das 8 horas, mas para mim parece que o dia já passou, pelo menos o de hoje...

...tenhamos então um bom dia o dia inteiro, porque o dia de hoje é unico!!!



No filme O Pequeno Buda, de Bernardo Bertolucci, é demonstrado, de maneira bastante poética, um princípio do Budismo, que é o princípio da impermanência.  
Os monges budistas passam muito tempo construindo delicadas e complexas mandalas de areia colorida no chão, para depois, num gesto firme e decidido, destruí-las com a mão.
'Que desperdício de tempo..', pode ser o primeiro pensamento que muitos de nós podemos ter.  
Mas o fato é que existe uma sabedoria atrás desse gesto. Eles o fazem propositalmente, para lembrar que na vida nada é permanente.  
Gosto dessa comparação. Ela nos faz um convite a não depender de coisas ou estados emocionais para sermos felizes. Somos seres muito especiais, com uma incrivel capacidade de amar, de perdoar, de crescer, de nos des-envolver. Na verdade, a única coisa que realmente temos é o momento presente, com seus inúmeros convites ao crescimento pessoal, e múltiplas opções de ação, ou não-ação. É claro que as coisas que fazem parte da nossa vida são importantes e queridas, mas uma dose de desapego também pode nos trazer um enorme benefício.

IMPERMANÊNCIA
Há pensamentos que vêm e vão.
Há amores que vêm, ficam e passam.
Na vida, tudo é transitório, nada é fixo.
Há coisas que ficam por um tempo, outras por um tempinho, e outras mais por um tempão. Porém, tudo passa.
O traço característico da existência terrestre é a impermanência.
Logo, o apego a algo é uma ilusão, pois nada nos pertence para sempre.
As pessoas dão muita importância a coisas que não valem a pena.
Na verdade, nada é importante, a não ser a experiência da vida que passa.
No Universo só há três coisas permanentes:
Deus, o Amor (que faz a magia da luz acontecer) e os espíritos (que também somos nós).
- Wagner Borges –
Somos seres muito especiais, com uma incrivel capacidade de amar, de perdoar, de crescer, de nos des-envolver.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

2012- Como se fosse uma gota d'água

E 2012 acabou de começar! o ano, porque nós, você, eu, estamos aí, vivendo esse tempo que há de ser bom, belo, inesquecível! Quem sabe o melhor de tudo o que já vivemos!

Como se fosse uma gota d'água descobrindo que é o mar azul!

Que a felicidade seja companheira inseparável em todos os dias deste ano!!!




Vivamos este ano em sua plenitude, que sejamos amados e amáveis, que sejamos unidos!!!


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Natal na ilha do nanja!!!

Natal chegando, tá na porta!
Mais alguns dias e estaremos vivendo o dia mais especial do ano: o nascimento de Jesus Cristo. Vivamos esse dia na plenitude do que ele representa, que sejamos amados e amáveis, que sejamos unidos, que nos sintamos protegidos. Que a beleza dos enfeites e das luzes que  decoram todo lugar seja uma representação da verdadeira luz interna de cada pessoa, a luz Divina! 
                                          Feliz Natal e  Ano Novo!!!


                                          
        O texto abaixo é lindo, mostra como deveria ser um Natal fraterno.


                                     Natal na Ilha do Nanja
Cecília Meireles


Na Ilha do Nanja, o Natal continua a ser maravilhoso. Lá ninguém celebra o Natal como o aniversário do Menino Jesus, mas sim como o verdadeiro dia do seu nascimento. Todos os anos o Menino Jesus nasce, naquela data, como nascem no horizonte, todos os dias e todas as noites, o sol e a lua e as estrelas e os planetas. Na Ilha do Nanja, as pessoas levam o ano inteiro esperando pela chegada do Natal. Sofrem doenças, necessidades, desgostos como se andassem sob uma chuva de flores, porque o Natal chega: e, com ele, a esperança, o consolo, a certeza do Bem, da Justiça, do Amor. Na Ilha do Nanja, as pessoas acreditam nessas palavras que antigamente se denominavam "substantivos próprios" e se escreviam com letras maiúsculas. Lá, elas continuam a ser denominadas e escritas assim.

Na Ilha do Nanja, pelo Natal, todos vestem uma roupinha nova — mas uma roupinha barata, pois é gente pobre — apenas pelo decoro de participar de uma festa que eles acham ser a maior da humanidade. Além da roupinha nova, melhoram um pouco a janta, porque nós, humanos, quase sempre associamos à alegria da alma um certo bem-estar físico, geralmente representado por um pouco de doce e um pouco de vinho. Tudo, porém, moderadamente, pois essa gente da Ilha do Nanja é muito sóbria.

Durante o Natal, na Ilha do Nanja, ninguém ofende o seu vizinho — antes, todos se saúdam com grande cortesia, e uns dizem e outros respondem no mesmo tom celestial: "Boas Festas! Boas Festas!"

E ninguém, pede contribuições especiais, nem abonos nem presentes — mesmo porque se isso acontecesse, Jesus não nasceria. Como podia Jesus nascer num clima de tal sofreguidão? Ninguém pede nada. Mas todos dão qualquer coisa, uns mais, outros menos, porque todos se sentem felizes, e a felicidade não é pedir nem receber: a felicidade é dar. Pode-se dar uma flor, um pintinho, um caramujo, um peixe — trata-se de uma ilha, com praias e pescadores ! — uma cestinha de ovos, um queijo, um pote de mel... É como se a Ilha toda fosse um presepio. Há mesmo quem dê um carneirinho, um pombo, um verso!

            Foi lá que me ofereceram, certa vez, um raio de sol!
Na Ilha de Nanja, passa-se o ano inteiro com o coração repleto das alegrias do Natal. Essas alegrias só esmorecem um pouco pela Semana Santa, quando de repente se fica em dúvida sobre a vitória das Trevas e o fim de Deus. Mas logo rompe a Aleluia, vê-se a luz gloriosa do Céu brilhar de novo, e todos voltam para o seu trabalho a cantar, ainda com lágrimas nos olhos.

Na Ilha do Nanja é assim. Arvores de Natal não existem por lá. As crianças brincam com. pedrinhas, areia, formigas: não sabem que há pistolas, armas nucleares, bombas de 200 megatons. Se soubessem disso, choravam. Lá também ninguém lê histórias em quadrinhos. E tudo é muito mais maravilhoso, em sua ingenuidade. Os mortos vêm cantar com os vivos, nas grandes festas, porque Deus imortaliza, reúne, e faz deste mundo e de todos os outros uma coisa só.
É assim que se pensa na Ilha do Nanja, onde agora se festeja o Natal.

Texto extraído do livro “Quadrante 1”, Editora do Autor – Rio de Janeiro, 1966, pág. 169.


Saiba tudo sobre a vida e a obra de Cecília Meireles visitando "Biografias".
http://www.releituras.com/index.asp



* Sou  apaixonada por Cecília Meireles
  
Desejo que todos tenham um Natal de "Ilha do Nanja" e que sua magia perdure por todo 2012.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A casa de cada um

O ano está acabando e é inevitável as reflexões, indagações, dúvidas, sonhos, desejos...
Todos querem acertar, todos queremos o melhor para nós e para o outro, então o que conta é o que cada um carrega dentro de si, que o mundo conspire para que nossa vontade seja a vontade de Deus na nossa vida, que façamos o que nos compete para que aconteça. 

O texto abaixo é uma boa reflexão de final de ano, talvez alguns já conheçam...

Nesta época, gosto de tratar da vida. Dou a roupa que não uso mais. Livros que não pretendo reler. Envio caixas para bibliotecas. Ou abandono um volume em um shopping ou café, com uma mensagem: "Leia e passe para frente!".
Tento avaliar meus atos através de uma perspectiva maior.
Penso na história dos Três Porquinhos. Cada um construiu sua casa. Duas, o Lobo derrubou facilmente. Mas a terceira resistiu porque era sólida. Em minha opinião, contos infantis possuem grande sabedoria, além da história propriamente dita. Gosto desse especialmente.
Imagino que a vida de cada um seja semelhante a uma casa. Frágil ou sólida, depende de como é construída. Muita gente se aproxima de mim e diz: Eu tenho um sonho, quero torná-lo realidade! Estremeço.
Freqüentemente, o sonho é bonito, tanto como uma casa bem pintada. Mas sem alicerces. As paredes racham, a casa cai repentinamente, e a pessoa fica só com entulho. Lamenta-se.
Na minha área profissional, isso é muito comum.

Diariamente sou procurado por alguém que sonha em ser ator ou atriz sem nunca ter estudado ou feito teatro. Como é possível jogar todas as fichas em uma profissão que nem se conhece?
Há quem largue tudo por uma paixão. Um amigo abandonou mulher e filho recém-nascido. A nova paixão durou até a noite na qual, no apartamento do 10º andar, a moça afirmou que podia voar. Deixa de brincadeira , ele respondeu.
Eu sei voar, sim! rebateu ela.
Abriu os braços, pronta para saltar da janela. Ele a segurou. Gritou por socorro. Quase despencaram. Foi viver sozinho com um gato, lembrando-se dos bons tempos da vida doméstica, do filho, da harmonia perdida!

Algumas pessoas se preocupam só com os alicerces. Dedicam-se à vida material. Quando venta, não têm paredes para se proteger. Outras não colocam portas. Qualquer um entra na vida delas.
Tenho um amigo que não sabe dizer não (a palavra não é tão mágica quanto uma porta blindada). Empresta seu dinheiro e nunca recebe. Namora mulheres problemáticas. Vive cercado de pessoas que sugam suas energias como autênticos vampiros emocionais. Outro dia lhe perguntei: Por que deixa tanta gente ruim se aproximar de você?
Garante que no próximo ano será diferente. Nada mudará enquanto não consertar a casa de sua vida.
São comuns as pessoas que não pensam no telhado. Vivem como se os dias de tempestade jamais chegassem. Quando chove, a casa delas se alaga.
Ao contrário das que só cuidam dos alicerces, não se preocupam com o dia de amanhã.
Certa vez uma amiga conseguiu vender um terreno valioso recebido em herança. Comentei:
Agora você pode comprar um apartamento para morar.
Preferiu alugar uma mansão. Mobiliou. Durante meses morou como uma rainha. Quase um ano depois, já não tinha dinheiro para botar um bife na mesa!
Aproveito as festas de fim de ano para examinar a casa que construí. Alguma parede rachou porque tomei uma atitude contra meus princípios?
Deixei alguma telha quebrada?
Há um assunto pendente me incomodando como uma goteira?
Minha porta tem uma chave para ser bem fechada quando preciso, mas também para ser aberta quando vierem as pessoas que amo?
É um bom momento para decidir o que consertar. Para mudar alguma coisa e tornar a casa mais agradável.
Sou envolvido por um sentimento muito especial.
Ao longo dos anos, cada pessoa constrói sua casa.
O bom é que sempre se pode reformar, arrumar, decorar!
E na eterna oportunidade de recomeçar reside a grande beleza de ser o arquiteto da própria vida.

 texto de Walcyr Carrasco

Meus queridos amigos que estivemos juntos neste ano de 2011, que todos tenham um Natal e Ano Novo de paz e felicidade, que em 2012 voltemos a nos ver com saúde e alegria. 
Beijos!
  

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Festa das Flores


Ontem 16 de novembro, sexta-feira, foi o último dia da 73ª Festa das Flores de Joinville que iniciou  dia 11.
Esse evento teve início em 1936, no Kolonie Zeitung, jornal na língua alemã que relatava acontecimentos na Colônia Dona Francisca e Joinville desde 1863. 
Costumamos, assim como a maioria dos moradores da cidade, visitar a feira e com o passar dos anos percebemos mudanças significativas, mas em todas o colorido e a beleza das flores permanece. Meu marido que é nascido aqui diz que a feira está muito industrializada, comercial, antigamente como conta a história, as flores e orquídeas eram emprestadas por moradores da cidade que cultivavam o ano inteiro levando para a feira suas melhores plantas. 
Meu sogro participava da AJAO - agremiação joinvilense de amadores de orquídeas, tinha viveiro de orquídeas em casa. Antigamente junto com seu filho, meu marido, e outras pessoas organizavam o espaço reproduzindo jardins de rara beleza.
Uma cena que meu marido contou que achamos engraçado e rimos muito apesar do grande feito, foi que numa dessas feiras e ele ainda criança, ficou escondido numa planta com um regador que era abastecido com água carregada com balde, imitando um chafariz. 
Essa festa das flores não foi igual as outras, meu sogro, o "opa" como o chamávamos, o Fritz como era conhecido, Seu Adalberto, faleceu dia 28 de outubro aos 77 anos. Quem sabe lá em cima tenha um viveiro de orquídeas para ele cuidar...

o opa e a neta, minha filha bem bebezinha, numa das exposições da festa das flores!

http://www.festadasflores.com/

 essa é a festa que o opa não esteve presente, pelo menos fisicamente

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Porque nada é para sempre nessa vida



Steve Jobs morreu assim como morrem todos os dias outras pessoas, pessoas comuns que só os mais chegados tiveram oportunidade de conhecer, conviver e falar delas. Como eram, o que fizeram de bom ou não. Porém a vida de Steve Jobs por ser quem era, fez o mundo inteiro falar dele e de suas ideias brilhantes que  foram além do profissional. Ficamos conhecendo o que ele falou e deixou escrito sobre o viver e o morrer. Particularmente achei bonito, gostei do que li. 
"Lembrar que eu logo vou estar morto é a ferramenta mais importante que eu já encontrei pra me ajudar a fazer grandes escolhas na vida".
"Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem ir para o Céu não querem morrer pra chegar lá. E mesmo assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos".
"Tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição".
                                                                               (Steve Jobs)
Quando se é jovem, criança ou adolescente, ou mesmo adulto, costumamos  viver os dias sem pensar no amanhã no sentido de último dia. Essa compreensão, apesar da minha idade, não esteve sempre comigo, confesso. Pensamos no amanhã nas atividades práticas do dia a dia como trabalhar, passear, comprar, viver. E esse amanhã se repete milhares de vezes pra muita gente. Com o passar do tempo os afazeres do cotidiano por mais que tome o nosso tempo, ainda sobra algum pra dar lugar àqueles pensamentos que vão além do que nossos olhos veem. Por melhor que estejamos uma inquietação ou insatisfação vai se instalando. Raramente nos criticamos por nossos atos e mesmo que o façamos, percebemos que não fizemos o que era primordial: o preparar-se para o outro lado.
E o dia que isso começa a fazer parte da mente, ele fica lá martelando. É a hora de refazer os caminhos trilhados procurando esse algo a mais ou começar dali. Tudo depende só de si mesmo, é como arrumar uma mala pra viagem, decidimos o que levar e tudo deve ser acomodado sem deixar nada fora do pretendido.
Leva tempo, mas é preciso fazer e saber deixar fora o que não serve mais porque chegada a hora, vamos sós, assim como viemos.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Quando eu voltar a ser criança

 

"Ai que saudades que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida..."

Poças de lama

Quando olho dentes-de-leão, eu vejo ervas daninhas invadindo meu quintal. Meus filhos veem flores para mãe e sopram a penugem branca pensando em um desejo.

Quando olho um velho mendigo que me sorri, eu vejo uma pessoa suja que provavelmente quer dinheiro e eu me afasto. Meus filhos veem alguém sorrir para eles e sorriem de volta.

Quando ouço uma música, eu gosto e sei que não sei cantar e não tenho ritmo, então me sento e escuto. Meus filhos sentem a batida e dançam. Cantam e se não sabem a letra, criam a sua própria.

Quando sinto um forte vento em meu rosto, me esforço contra ele. Sinto-o atrapalhando meu cabelo e empurrando-me para trás enquanto ando. Meus filhos fecham seus olhos, abrem seus braços e voam com ele, até que caiam a rir pela terra.

Quando rezo, eu digo Tu e Vós e conceda-me isto, dê-me aquilo. Meus filhos dizem, "Olá Deus! Agradeço por meus brinquedos e meus amigos. Por favor mantenha longe os maus sonhos hoje à noite. Eu ainda não quero ir para o céu. Eu sentiria falta de minha mãe e de meu pai."

Quando olho uma poça de lama eu dou a volta. Eu vejo sapatos enlameados e tapetes sujos. Meus filhos sentam-se nela. Veem represas para construir, rios para cruzar e bichinhos para brincar.

Eu queria saber se nos foram dados os filhos para os ensinarmos ou para aprendermos.

Aprecie as pequenas coisas da vida, porque um dia você poderá olhar para trás e descobrir que eram grandes coisas grandes.

Meu desejo para você?
Grandes poças de lama e dentes-de-leão!!!
 
 
imagem daqui:

sábado, 17 de setembro de 2011

Colore Primavera, Colore!

E chegou o doce setembro!!!

 
Esse mês meu blog faz 1 ano de vida!!! 

Ele me abriu janelas até então cerradas, fechadas, através dele me dei a conhecer e conheci muita gente maravilhosa do Brasil e fora também, isso tudo acrescentou muito à minha vida, sou muito feliz por isso!

Obrigada meus queridos amigos que aqui vem, adoro a visita de todos indistintamente!




A poesia abaixo é de minha autoria e já tem alguns anos, foi o assunto do meu primeiro post, vou repeti-la porque ela é o melhor de mim em contribuição à linda estação, a primavera!!!


Colore Primavera, Colore!

Vem primavera, vem!
Colore, colore tudo:
árvores, plantas,
flores de todas as cores,
o chão, o céu.
Vem primavera, vem!
Dá vida aos pássaros, para que cantem mais.
Às crianças, para que sorriem mais.
Vem primavera, vem!
Colore a vida dos pequenos, dos grandes,
não se esqueça dos velhinhos.
Vem primavera, vem!
Colore meu coração também.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Grandeza


Não consigo chegar num lugar e ficar quieta, paradona, sem falar com alguém ou  ficar só observando ao redor. Estava em um consultório médico e peguei uma revista enquanto esperava a minha vez. Esse gesto repetitivo a esses lugares e outros semelhantes já renderam ótimas leituras, muito proveitosas. 
Folheando a revista encontrei um texto que prendeu minha atenção, era como se eu estivesse vivendo o que lia. Gostei tanto que procurei saber quem era essa pessoa que escrevia tão bem e descobri então, que ela mora aqui na mesma cidade que eu. Ela é uma linda menina escritora!

Delicie-se com a leitura ... 
As sextas-feiras são especiais. Não por estarem perto do sábado e nem por anunciarem um descanso. O quinto dia útil da semana pode ser comemorado com uma visão de cima do universo. Não pense que estou falando de alguma terapia difícil para a compreensão humana – não se trata de aprender a flutuar e nem de transportar-se para outro universo. E, sim, de subir no andar mais alto de um edifício e observar, de cima, a vida que ferve neste dia da semana. Isso pode ser realizado, preferencialmente, no fim da tarde, quando o céu começa a ganhar tons alaranjados.

Eu descobri esta maneira simples de desfrutar o mundo quando precisei levar documentos a um amigo. Ele trabalhava no último andar de um dos prédios mais altos de Joinville. Os corredores, envidraçados, permitiam uma visão privilegiada da cidade. Os olhos podiam perder-se pela esquina do mundo. Mas os meus olhos resolveram caminhar pelas nuvens pintadas de amarelo e rosa pelo sol sonolento. Paralisada pela beleza desta artista chamada Mãe Natureza, comecei a lembrar de todas as boas coisas que me aconteceram durante a semana.

O abraço de meu pai, o beijo estalado de um querido amigo do trabalho, o gatinho preto que tentou entrar pela janela de minha casa, o vento frio que escapuliu pela fresta da porta e me fez querer enrolar um cachecol pelo pescoço. A sensação foi igual a ser surpreendida com uma rosa dentro de minha gaveta. Ao viver algo trivial, enxerguei sem querer o segredo do universo. E eu quis enxergar novamente na outra semana. Voltei ao edifício na sexta-feira seguinte.

Mas, ao invés de perder os olhos pelo céu, resolvi olhar para a quantidade de carros, pessoas e o mar de ansiedade que havia na rua. As pessoas pareciam formiguinhas, querendo dirigir suas caixas de fósforo mínimas. Ao olhar o tamanho daquelas pessoas, me senti enorme. Mas não superior – dali em poucos instantes, eu voltaria a viver no formigueiro. Felizmente, não com a mesma expressão ansiosa ou, até mesmo, nula.

Depois que comecei a olhar o universo de cima, aliás, eu nunca mais consegui reproduzir o rosto inexpressivo e imparcial que muitas pessoas vestem ao sair pelas ruas. Com um sorriso esticado no canto da boca, eu olho um a um, sabendo suas grandezas e pequenezas. Sabendo que lá de cima somos todos iguais. Que todos temos sonhos gigantes que se misturam ao sol e ao mundo. Todos temos segredos, remédios a serem tomados, papéis a serem rasgados, rostos a serem beijados. Nós somos o mundo. Mas de vez em quando, é bom olhar de cima, para lembrar o quão grandes e pequenos podemos ser ao mesmo tempo.
*Crônica publicada na revista Vida Plena
por Vanessa Bencz 
 
 

sábado, 20 de agosto de 2011

O olho é a janela da alma, espelho do mundo

Os olhos são os órgãos da visão, ou seja, da percepção da luz e portanto das formas e cores. “O aparelho visual sobretudo no homem é um dos sistemas mais perfeitos para se perceber o ambiente. Graças à visão, podemos mover-nos evitando os obstáculos, afastar-nos dos perigos, reconhecer os “amigos” e os “inimigos”. Enquanto outros animais confiam também em sentidos como o olfato ou o ouvido, para o homem, a visão é normalmente o principal canal de percepção do mundo exterior”.

No documentário Janela da Alma Saramago fala da idéia para escrever Ensaio sobre a Cegueira, quando se perguntou como seria o mundo se todos fôssemos cegos. De acordo com sua reflexão, a resposta é que já somos, tendo em vista a total desordem que assola o mundo.



Lendo o jornal local chamou-me à atenção a matéria abaixo: 

1028 joinvilenses enxergam assim

Em Joinville, 1.028 pessoas aguardam na fila para fazer cirurgia de catarata

A esperança de voltar a enxergar com nitidez exige paciência dos 1.028 joinvilenses que estão na fila para fazer uma cirurgia de catarata pela rede pública. A espera para quem entra hoje na fila pode chegar a quatro anos. E a lista não para de crescer, apesar dos mutirões esporádicos, feitos voluntariamente por oftamologistas, e dos cerca de 80 procedimentos por mês.
De acordo com médico Rodrigo Marzagão, cada um dos sete oftalmologistas que atendem na rede pública municipal realiza de três a quatro cirurgias por semana. No lugar destes pacientes, aparecem outros dez com a doença.

Refletindo sobre a matéria fico pensando nas pessoas que enxergam pouco, nas pessoas que não enxergam nada e nas pessoas que não querem enxergar!


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Imagem, é tudo!


Meu pai sempre me disse que somos constantemente avaliados. Eu não entendia direito o que era constantemente, nem o que era avaliado (na realidade confundi essa palavra, com avariado, até os 11 anos); mas entendia que era constantemente observado, quer eu estivesse nos campos do Quiriri, onde criávamos abelhas, ou em minha primeira viagem junto a meu pai, quando fomos de caminhão conhecer o parque eólico das salinas de Cabo Frio. Eu, quando criança, queria ser igual a ele, e se fosse eu hoje a criança de ontem, teria guardado dele outras imagens que as que trago em recordação, desde o dia em que ele partiu para seu novo sistema lunar: meu pai não gostava do sol, e preferia a noite!

Sou eu um pai sem nunca ter sido. Ainda não experimentei essa grandiosidade, mas com afeto me transporto, para a rotina daqueles que se tornam aos adultos, lembranças tão meigas de quando estes eram crianças.

Procuro nos álbuns de outrora, ele viçoso, ele compromisso, ele grandioso com seu 1,70 cm; gigante para uma criança de 7 anos. E dentro de uma caixa de recordação de esperas, sua Rolleiflex toda cheia de história, tão indiferente ao fato de ter custado tão cara, tão indiferente ao fato de ter guardado coisas tão preciosas, registrado as imagens perfeitas...meu pai dizia que nenhuma máquina produzia tanto fascínio nele quanto aquela máquina fotográfica, modelo SL66.

Pessoas já me ofereceram dinheiro alto por esta relíquia. Preta e prata, de 1966, dum tempo em que eu ainda não era nascido. Já pensei em doá-la a um museu, mas não consigo. Ela não é somente uma máquina, é a impressão digital de uma época que nada era digital, e tudo era fascínio...até esse olhar romântico sobre o que é passado.

Imagem é tudo, dizia meu pai, até os seus cinquenta e quatro anos. E isso não estava condicionado ao corte do cabelo ou a reserva no restaurante. Nem mesmo à Rolleiflex que ele tanto gostava, e que deixou estática, para sempre, aquele seu rosto, teimoso em não sorrir. Para ele, a imagem estava na imponência de ser visto sempre, ou com uma mão estendida, oferecendo cumplicidade, ou com as mãos recuadas, demonstrando a hora certa de retroceder. Assim como fazem os presidentes. Assim como ele está retratado, em frente ao portão, em sépia, pela Rolleiflex SL66. E registrado em mim, em cores, na imaginação reportada da infância. Que nada tem de presidencial, mas de majestosa.




Marinaldo de Silva e Silva é joinvilense, é formado em letras e em língua italiana. Ele já escreveu os livros “O Beijo de Mephisto”, de 2002; “Cânticos de Eva”, de 2006; e “Poesia para as Crianças quando Ficarem Adultas”, de 2009. Desde janeiro, escreve crônicas no “Anexo” todas as sextas-feiras, e também faz a coluna “Mr. President” na revista “Premier”. Marinaldo é funcionário público da Biblioteca Pública Gustavo Ohde, em Pirabeiraba, e promove a leitura entre crianças e adultos.

Parabéns e felicidades  aos Pais!!!

Imagem, é tudo
Por: M. DE SILVA E SILVA