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terça-feira, 22 de maio de 2012

Procurando no Lugar Certo


"O homem de plena sensibilidade respeita o meio ambiente, não porque aprendeu que isso é o certo, ético ou por que a lei manda, ou por querer ser “direitinho” com a sociedade. Ele respeita as sensibilidades em volta, por que se identifica com elas. Ele respeita a vida porque pode tolerá-la em si, porque pode desfrutá-la plenamente".
Procurando no Lugar Certo - Pedro Tornaghi

Bom dia lindo e pleno em tudo o que fizeres, em tudo  o que viveres!!!


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Grandeza


Não consigo chegar num lugar e ficar quieta, paradona, sem falar com alguém ou  ficar só observando ao redor. Estava em um consultório médico e peguei uma revista enquanto esperava a minha vez. Esse gesto repetitivo a esses lugares e outros semelhantes já renderam ótimas leituras, muito proveitosas. 
Folheando a revista encontrei um texto que prendeu minha atenção, era como se eu estivesse vivendo o que lia. Gostei tanto que procurei saber quem era essa pessoa que escrevia tão bem e descobri então, que ela mora aqui na mesma cidade que eu. Ela é uma linda menina escritora!

Delicie-se com a leitura ... 
As sextas-feiras são especiais. Não por estarem perto do sábado e nem por anunciarem um descanso. O quinto dia útil da semana pode ser comemorado com uma visão de cima do universo. Não pense que estou falando de alguma terapia difícil para a compreensão humana – não se trata de aprender a flutuar e nem de transportar-se para outro universo. E, sim, de subir no andar mais alto de um edifício e observar, de cima, a vida que ferve neste dia da semana. Isso pode ser realizado, preferencialmente, no fim da tarde, quando o céu começa a ganhar tons alaranjados.

Eu descobri esta maneira simples de desfrutar o mundo quando precisei levar documentos a um amigo. Ele trabalhava no último andar de um dos prédios mais altos de Joinville. Os corredores, envidraçados, permitiam uma visão privilegiada da cidade. Os olhos podiam perder-se pela esquina do mundo. Mas os meus olhos resolveram caminhar pelas nuvens pintadas de amarelo e rosa pelo sol sonolento. Paralisada pela beleza desta artista chamada Mãe Natureza, comecei a lembrar de todas as boas coisas que me aconteceram durante a semana.

O abraço de meu pai, o beijo estalado de um querido amigo do trabalho, o gatinho preto que tentou entrar pela janela de minha casa, o vento frio que escapuliu pela fresta da porta e me fez querer enrolar um cachecol pelo pescoço. A sensação foi igual a ser surpreendida com uma rosa dentro de minha gaveta. Ao viver algo trivial, enxerguei sem querer o segredo do universo. E eu quis enxergar novamente na outra semana. Voltei ao edifício na sexta-feira seguinte.

Mas, ao invés de perder os olhos pelo céu, resolvi olhar para a quantidade de carros, pessoas e o mar de ansiedade que havia na rua. As pessoas pareciam formiguinhas, querendo dirigir suas caixas de fósforo mínimas. Ao olhar o tamanho daquelas pessoas, me senti enorme. Mas não superior – dali em poucos instantes, eu voltaria a viver no formigueiro. Felizmente, não com a mesma expressão ansiosa ou, até mesmo, nula.

Depois que comecei a olhar o universo de cima, aliás, eu nunca mais consegui reproduzir o rosto inexpressivo e imparcial que muitas pessoas vestem ao sair pelas ruas. Com um sorriso esticado no canto da boca, eu olho um a um, sabendo suas grandezas e pequenezas. Sabendo que lá de cima somos todos iguais. Que todos temos sonhos gigantes que se misturam ao sol e ao mundo. Todos temos segredos, remédios a serem tomados, papéis a serem rasgados, rostos a serem beijados. Nós somos o mundo. Mas de vez em quando, é bom olhar de cima, para lembrar o quão grandes e pequenos podemos ser ao mesmo tempo.
*Crônica publicada na revista Vida Plena
por Vanessa Bencz 
 
 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O que fazem os que nada fazem?

 
Como aposentada eu tinha pra mim que minha vida seria um bel-prazer, eu decidiria o que, como, quando fazer algo. Em casa, sem precisar sair pro trabalho, maridinho também em casa, nós sem as filhas, a probabilidade era de que ficaríamos vendo a grama crescer, a folhinha seca cair da árvore. Não, não está  está sendo assim exatamente. Temos muito o que "lazer" ou o que fazer, quer dizer, o que estamos fazendo nós mesmos decidimos, mas não o ficar parado por falta do que fazer. Estamos envolvidos em colaborar com a família, minha mãe, sogros, irmãos, sobrinhos. As tarefas especificamente caseiras como cozinhar pra nós e pra minha mãe, e meu marido levando a marmita pra ela praticamente todo dia, colocar em ordem apartamento de duas sobrinhas, uma que já morava aqui e está para nascer seu bebê nos próximos dias, nesse caso colaborei costurando fraldas. Outra que estava morando fora e voltou, estamos ajudando a colocar a mudança no lugar, motorista particular para mãe e sogros... Para encurtar digo que a nossa vida, minha e de meu marido, está bem movimentada, seja para nós mesmos como viagem ao sul de quase um mês ou envolvidos em prol da família.

quem fez esta placa não tinha nada para fazer?!

 será?!

O que fazem os que nada fazem?  Foi a questão que intrigou a Naipe em uma terça-feira prolongadamente ensolarada em Florianópolis, o inverno soprando mais de leve, o dia perfeito te fazendo sentir um homúnculo por ter que trabalhar.


encontro café com amigas


Por que, santo Domenico di Masi  o pai do ócio criativo, você está no escritório enquanto alguém passeia com o cachorro às 15h pela beira da Lagoa da Conceição? Como é que há tantas pessoas livres à tarde? Claro, há muitos estudantes, aposentados, turistas, mendigos, donas de casa, gente que só trabalha pela manhã e...

 decoração no chá de bebê da sobrinha

A questão está nesse "e...". Quem é aquele sujeito classe média que tem a empáfia contracultural de levar os filhos para o parquinho, fazer compras, lagartear em frente ao prédio em que você se mata das 9h às 18h?

 nós dois no quebra-quebra do piso do ap da minha mãe

"Como é que esses caras sobrevivem?". Ainda curioso, intrigado, quase invejoso, ele termina o café, atravessa a rua, compra um jornal na banca e senta à beira da Lagoa para ler. Humpf!!!

O que o permite estar de folga bebendo cerveja, esfregando na cara do universo que ele está, sim, fazendo nada?

- Queres ser livre, leia! Comandante Ernesto Che Guevara! - fala alto, levantando um braço e já se afastando, afinal ele tem mais o que não fazer.

leia a matéria completa na Naipe

É, há um tempo na nossa vida que decidimos o que queremos fazer!

Com licença que agora eu tenho muito que lazer!


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ser feliz ou ter razão

Eu me detesto quando tenho razão! pela dificuldade em provar!
Primeiro detesto a mim mesma e depois com quem é o embate! uauuuu!
Eu e meu querido marido (é verdade muitas vezes, outras nem tanto), vivemos algumas situações assim.


O texto abaixo ilustra bem a situação.



Oito da noite numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo, assim como o caminho que ela conferiu no mapa antes de sair.
Ele dirige o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua à esquerda.
Ele tem a certeza de que é à direita.
Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mau humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.
Mas ele ainda quer saber:
- Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado,  deveria insistir um pouco mais.
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.

Moral da história: 
Esta pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência: “Quero ser feliz ou ter razão?”

Diica de filme a respeito
http://www.adorocinema.com/filmes/alguem-tem-que-ceder/

Exercitando  a paciência e a tolerância porque faz bem a mim mesma e aos outros!
Ceder
              
     Desejo uma semana esplendorosa para você!
 

terça-feira, 26 de abril de 2011

Mude

Como se forma um paradigma?

Paradigma = Modelo, Padrão, exemplo
 
É o tema do Rabino Bonder  na sua obra A Alma Imoral, na qual demonstra como estamos agrilhoados a padrões culturais empedernidos de que nem suspeitamos, que nos roubam a capacidade de olhar e de experimentar. Senão, vejamos a analogia simples que comprova a sua tese:



Conheço uma outra história parecida:
Uma mulher sempre que assava peixe cortava a cabeça para colocar na forma. Questionada  sobre isso, respondeu que fazia assim porque aprendera com a mãe que também fazia do mesmo modo.  Foi perguntado para a mãe sobre o mesmo ato e essa disse que sua mãe, no caso a avó, era desse jeito  também que preparava e assava o peixe: cortando a cabeça. E explicou que assim fazia para que coubesse na forma!!! 

Proponho uma mudança: 

Vivemos há tanto tempo não é mesmo? 

Olhando para trás, de como já fui e o que já fiz estou me atrevendo e fazendo diferente o que sempre fiz igual: com sabores, cores, palavras, pensamentos, atos e atitudes.

Veja:

-Houve um tempo em que só gostava de usar roupa na cor azul, e não gostava ou não conseguia de jeito nenhum da cor vermelha, parecia que me expunha demais.
Com o tempo comecei a experimentar outras cores.

-Agora já tenho umas peças na cor e o arco-íris tem se instalado no meu guarda-roupa, na minha casa, na minha vida.

-Sabores: Quando vou ao mercado e vejo aquelas prateleiras com variedades imensas de produtos e eu comprando o de sempre. Também já estou por necessidade (pela idade hehehe), ou só pra mudar, degustando novos sabores.

-Caminhar: sempre fui de caminhar muito, antes porque não dirigia, então ia de ônibus, mas saía antes e caminhava um trecho, e aí sim, pegava o ônibus, ou descia antes do destino para andar. Não gostava e não gosto de passar sempre nos mesmos lugares, pelas mesmas ruas. Hoje, ainda quando vou caminhar, faço incursões por ruas planas e ladeiras.

Sente-se encorajado a mudar? 
Quem sabe você já estava sentindo a necessidade também de fazer alguma mudança em seu comportamento, na sua vida. Vamos lá, comece hoje!


Clarice Lispector

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. 
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. 
Depois, mude de caminho, 
ande por outras ruas, calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você passa.


Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.

Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor,
a nova vida!


 Mude sem medos